

(1936)

(Anos 40)

(Anos 50)
Esta marca foi criada em 1843, ano em que João de Brito instalou no Convento do Beato uma moenda de cereais. Seis anos mais tarde, a Rainha D. Maria II concedeu a este industrial a utilização da marca “Nacional”, pela relevância dos seus serviços prestados à nação enquanto empresário. Após a morte de João de Brito, os herdeiros constituíram, em 1879, a Nova Companhia Nacional de Moagem, alargando as produções ao fabrico de massas alimentícias, bolachas e alimentos para animais.
Em 1919, foi criada a C.I.P.C. – Companhia Industrial de Portugal e Colónias, resultante da fusão da Nova Companhia Nacional de Moagem e a Companhia Nacional de Alimentação. Durante as décadas de 1920 e 1930, para além da construção de novas fábricas, alargou as suas actividades a novos sectores como as leveduras, o gelo, o malte e a panificação industrial. Nos anos de 1940, a marca alterou as suas embalagens tendo criado a imagem dos “cozinheiros” com fundo azul que rapidamente se tornou icónica.
Após o violento incêndio que destruiu a fábrica de moagem em 1947, a década seguinte ficou marcada por uma fase de expansão da empresa graças à reconstrução e modernização do seu novo complexo fabril. Na sequência da Revolução de 25 de Abril de 1974, a empresa foi nacionalizada, passando a sua actividade a centrar-se unicamente no sector agroalimentar: moagem de trigos moles e duros, produção e comercialização de massas alimentícias, bolachas, arroz e rações para animais.
Durante a década de 1980, a marca obteve reconhecimento internacional, tendo conquistado 48 medalhas de outro de “Monde Selection”.
No prosseguimento da sua política de internacionalização, em meados dos anos de 1990 foi apresentado um novo logotipo, ao mesmo tempo que foi aumentada as suas capacidades de produção. Em 1999, a empresa foi adquirida pelo Grupo Amorim Lage S.A., passando a ser o maior grupo moageiro do país.
As últimas décadas têm sido pautadas por grandes investimentos e lançamento de novos produtos como cereais de pequeno-almoço, farinhas preparadas para diversos tipos de pão, bem como novas linhas de bolachas saudáveis. Aos 181 anos, a marca continua a mostrar a sua vitalidade, continuando a oferecer momentos saborosos ao dia a dia das famílias portuguesas, porque “O que é Nacional é bom!”.
Sabia que…
No final do século XIX, o conjunto fabril da Nacional afirmava-se como sendo um dos mais importantes e desenvolvidos do país, sendo das primeiras moagens a utilizar o vapor.
Fernando Pessoa exerceu na empresa, durante vários anos, funções de correspondente em línguas estrangeiras e, a partir do ano de 1920, a marca passou a encomendar a reputados artistas como Emmérico Nunes, Stuart Carvalhais ou Jorge Barradas, a produção de cartazes e folhetos publicitários.
Após o incêndio de 1947, a empresa chamou Porfírio Pardal Monteiro, conceituado arquitecto para desenhar as suas novas instalações fabris. Já em 1986, após a adesão de Portugal à CEE, a C.I.P.C. passou a designar-se, Nacional – Companhia Industrial de Transformação de Cereais S.A.
