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A CIDLA – Combustíveis Industriais e Domésticos, Lda. surgiu em 1939 pretendendo dar satisfação a uma política de autossuficiência nos derivados do petróleo: gás, asfaltos e óleos de lubrificação. Numa época em que apenas as principais cidades portuguesas dispunham de sistemas de gás canalizado, não admira que o Gazcidla se fosse impondo no mercado nacional.

A sua multiplicidade de usos (fogões, aquecimento, banhos quentes, iluminação), alicerçada numa eficaz rede de distribuição cobrindo todo o espaço português, tornaram o vocábulo Cidla numa marca popular presente em todas as casas.


A peça-chave por trás desta gigantesca máquina assentava numa eficaz rede de distribuição e assistência técnica que cobria todo o espaço português – incluindo o Ultramar.


A partir da década de 1950, a sua imagem passou a ser uma chama de tonalidade azul e vermelha com o famoso slogan “Uma chama viva onde quer que viva”. Usando uma estratégia comunicacional apelativa, adaptada aos diversos tipos de público através da publicidade, reclames luminosos, participação em provas desportivas, concursos, lançamento da revista Banquete ou ainda dos mais diversificados tipos de brindes que oferecia, a Cidla soube criar uma estreita relação com o consumidor.

Nem mesmo a perda do monopólio da comercialização do gás, ocorrido em 1960, afectou o seu negócio controlando até 1975 – ano da sua nacionalização e posterior desaparecimento – mais de metade deste sector.