As suas origens remontam aos inícios do século XX, quando Willian D´Arcy obteve a primeira concessão de pesquisas para petróleo e gás em território persa. Em 1904, após a ruína de D´Arcy, entrou em campo a Burmah Oil que quatro anos depois descobriu o tão desejado petróleo. De modo a prosseguir com o projecto, foi criada em 1909 a Anglo-Persian Oil Company, tendo esta construído em Abadan uma refinaria, depósito e tanques para armazenamento. Contudo, os elevados custos do empreendimento, aliado às dificuldades em colocar o seu produto no mercado, acabaram por colocar a empresa em situação financeira difícil.
Em 1914, seis meses antes do eclodir da I Guerra Mundial, e de forma a evitar o colapso da empresa, o Governo Britânico tornou-se no seu maior accionista. Na década de 1920, alargou a suas actividades a diversos países europeus e à Austrália. Durante o segundo conflito à escala mundial, foi fulcral no abastecimento de toda a máquina de guerra britânica.
Nas décadas seguintes, a par da sua expansão para novos mercados, a BP reforçou a sua posição à escala planetária, tendo-se tornado numa das maiores companhias do sector.
Foi com esse espírito que a empresa adquiriu, em Fevereiro de 1955, a Companhia de Petróleos Atlantic, transformando-a na Companhia Portuguesa de Petróleos BP. No ano seguinte, entrou no mercado dos combustíveis para a aviação, e já em 1957, foi a vez da comercialização de óleos lubrificantes para a Marinha, tendo-se lançado em 1964 no sector do gás. Porém, a primeira década não foi fácil para a empresa, uma vez que a dimensão do mercado nacional era muito pequena e fortemente condicionado pela acção governamental.
No pós-25 de Abril de 1974, a marca apostou num crescimento continuado, mais que duplicando o seu número de postos de abastecimento de 145, em 1977, para 285, em 2001, altura em que a marca passou a dominar 10% do sector petrolífero nacional.
Em 1986, lançou o primeiro posto de abastecimento self-service do país: a “BP Shop” e, em 1993, foi introduzida a gasolina sem chumbo 98, a “BP Super Plus”.
Na primeira década do século XXI, a empresa inaugurou a sua nova sede no Lagoas Park e tornou-se líder nacional em combustíveis premium, com o lançamento do “BP Ultimate”. Em 2011, Portugal foi o primeiro país do Mundo a comercializar a fórmula “Invigorate” em toda a gama e a disponibilizar combustíveis de 3.ª geração. Dois anos depois, a marca iniciou uma parceria com os supermercados Pingo Doce, tendo sido lançado o “cartão Poupa Mais”.
Nos últimos anos, a marca tem realizado uma aposta forte nas energias alternativas e no lançamento de pontos de carregamento para veículos eléctricos através do “BP Pulse”. A nível internacional a marca continua focada em deter um papel de relevo na transição para as novas energias verdes.
Sabia que…
Winston Churchill, que à época ocupava o cargo de Primeiro Lord do Almirantado, teve um papel preponderante na criação da BP. Foi ele quem persuadiu os seus colegas de Governo, de que a defesa e salvaguarda dos interesses ingleses e do seu império só seria possível com a criação de uma companhia petrolífera estatal.
A BP foi uma das empresas patrocinadoras da EXPO’98.
Na viragem para o milénio, a BP adoptou uma nova imagem, e o antigo escudo que acompanhou a marca ao longo de 75 anos foi substituído pelo “Helios”, em homenagem ao Deus Grego do Sol, simbolizando a maior fonte de energia no Planeta. Ao mesmo tempo a sigla BP passou a significar “Beyond Petroleum” (Além do Petróleo).


