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As origens da indústria da transformação de matérias plásticas em Portugal remontam aos anos 30 – uma dessas empresas pioneiras foi justamente a Luso-Celuloide, criada em 1931 pelos irmãos Manuel e Artur Henriques em Espinho.

Inicialmente, a sua actividade estava centralizada no fabrico de bijuterias e quinquilharias. Contudo, desde cedo a empresa identificou a existência de períodos de menor laboração, e de modo a colmatar esse problema iniciou a produção de brinquedos de plástico aproveitando o material rejeitado. Na década de 1950, os dois irmãos decidem seguir caminhos distintos: um criou a Hércules, enquanto o outro manteve-se à frente da rebaptizada Osul (anagrama de Luso).


Do seu vasto leque de brinquedos destacavam-se as pistolas, miniaturas de carros, barcos, electrodomésticos, utensílios de jardinagem, mobílias para bonecas, máquinas registadoras, balanças, e a célebre galinha que até punha ovos.


Em meados da década de 1960, a marca decidiu apostar no fabrico de brinquedos em metal, tendo surgido a Metosul. Eram em tudo semelhantes aos Dinky Toys, possuindo inclusive bons acabamentos no que respeitava aos faróis, pára-choques, puxadores de portas e até com os frisos pintados. Na sua gama havia um pouco de tudo, desde táxis, veículos das forças policiais e miliares, carros de bombeiros e camiões cisternas, a autocarros de dois andares. São ainda hoje brinquedos muito valorizados pelos coleccionadores devido à sua qualidade e grau de detalhes.

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