A Litografia Nacional, empresa portuense, foi criada por uma família com fortes ligações a este ramo de actividade. João Ignácio da Cunha Souza, o grande protagonista desta história, tinha fundado em 1877, em conjunto com seu irmão (o conhecido caricaturista Sebastião de Souza Sanhudo), a Lithographia Portugueza a Vapor, vulgarmente designada por Lithographia do Sanhudo.
A boa marcha dos negócios levou João Ignácio de Souza a reforçar a posição no sector, fundando em 1894 a Litografia Nacional, com instalações no número 22 da Rua de Malmerendas (actual Rua. Dr. Alves da Veiga), no Porto. A partir de 1910, já sob a égide do seu filho, Inácio Alberto de Sousa, foi delineado um plano de expansão tanto das suas actividades como das instalações, que acabariam por se estender até à Rua D. João IV.
Com esses propósitos, em 1941, a Litografia Nacional absorveu toda a actividade da Litografia Lusitana localizada na Praça Mouzinho de Albuquerque, bem como o seu parque de máquinas.
Três anos depois, aquando a transformação da firma em Sociedade Anónima, era visível a diversificação das suas áreas de negócio: para além da exploração da indústria de litografia dedicava-se também à tipografia e impressão, bem como à construção e impressão em artigos em folha de flandres. Nas décadas seguintes, com a introdução do Offset, as suas actividades foram também alargadas ao fabrico e impressão de embalagens de cartão.
Até à década de 90, a empresa permaneceu nas mãos dos descentes de Inácio Alberto de Sousa, altura em que foi vendida a terceiros, tendo cessado definitivamente a sua actividade em 2017.
Sabia que…
A Litografia Nacional esteve presente na Exposição Industrial Portuguesa de 1932 e no 1.º Salão Nacional de Artes Decorativas organizado pelo SNI (Secretariado Nacional de Informação) em 1949.
Os seus escritórios de representação em Lisboa, estiveram inicialmente localizados no n.º 29 da Rua do Correeiros, tendo sido transferidos na década de 1940 para o n.º 120 da Rua da Conceição.


