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Lata Chá Preto do Japão
(c. 1900)
Livro de Receitas
(Anos 60)

Almanaque
(1915)

A sua história remonta ao ano de 1792, altura em que Jerónimo Martins, um jovem galego com visão para os negócios, abriu uma pequena mercearia na Baixa de Lisboa. Graças à grande variedade de marcas e produtos comercializados, o estabelecimento rapidamente se tornou numa das mais afamadas lojas da Capital, passando a fornecer as embaixadas e a Casa Real.

Ao longo de todo o século XIX, a loja foi prosperando e nem mesmo a chegada da República em 1910 abalou a sua fama e a sua reputação. Foi precisamente este prestígio que, em 1921, aguçou o interesse do grupo nortenho de comerciantes dos Grandes Armazéns Reunidos, no qual se encontrava Francisco Manuel dos Santos, que viam na firma Jerónimo Martins uma oportunidade única para expandir os seus negócios na Capital. Porém, devido à má situação financeira da firma, apenas Francisco Manuel dos Santos e Elysio Pereira do Vale se mostraram interessados na concretização do negócio, tendo empreendido, até 1925, uma profunda restruturação do estabelecimento.

A partir de 1938, com a passagem de testemunho para Elísio Alexandre dos Santos, a firma expandiu as suas actividades para o campo industrial, com a construção, em 1944, de uma fábrica de margarinas e óleos alimentares, a FIMA. Cinco anos depois, a Jerónimo Martins estabeleceu uma parceria com a Unilever, em troca do know-how necessário à expansão dos negócios das margarinas e dos detergentes. Em 1968, por morte de seu pai, Alexandre Soares dos Santos foi chamado a assumir os destinos da empresa.

Nas décadas seguintes, foi ele o grande arquitecto da transformação da Jerónimo Martins, que até aí tinha sido uma empresa de média dimensão com participações na indústria, num dos maiores grupos nacionais do sector da distribuição.


Em 1979, tendo em vista esse objectivo, foi criada a cadeia de supermercados Pingo Doce, que abriu as suas primeiras lojas ao público no ano seguinte. Em 1983, a empresa estabeleceu uma joint-venture com os belgas da Delhaize, que detinham grande experiência neste ramo, permitindo assim o crescimento do grupo neste sector.


De modo a reforçar a sua posição, entre os anos de 1987 e 1988 comprou 15 lojas ao Pão de Açúcar, bem como o chash-and-carry Recheio. Contudo, em 1992 o Pingo Doce ambicionava chegar mais longe, tendo redefinido e alargado a sua estratégia, passando a incluir a construção de hipermercados. Esta mudança de rumo, levou também a uma troca de parceiros de negócio pelos holandeses da Ahold. Em meados da década, Soares dos Santos alarga os investimentos do Grupo ao Brasil e à Polónia através da aquisição das cadeias de supermercados Sé e Biedronka.

Em 1998, o Pingo Doce foi a primeira marca de distribuição nacional a explorar a potencialidades do mundo digital, ao criar na internet uma página que permitia aos seus clientes fazer encomendas online. Contudo, a diversificação dos negócios no mercado interno e a internacionalização das suas actividades tornou-se bastante exigente em termos de recursos, colocando a empresa no vermelho. Em 2002, com vista a reduzir o passivo, refrear investimentos, abandonar mercados e ganhar novamente a confiança dos investidores, foi apresentado com grande sucesso um plano de restruturação financeira que deu uma nova vida ao Grupo Jerónimo Martins.

Entre 2002 e 2009, o Pingo Doce triplicou o número de lojas tornando-se na cadeia líder no segmento de supermercados em Portugal. Foi, também neste período que surgiu a marca Amanhecer, com o objectivo de revitalizar as mercearias de bairro e mini-mercados, apostando numa oferta de produtos a baixo custo dedicados à vida quotidiana. Em 2011, o Grupo Jerónimo Martins voltou a expandir horizontes com destino à Colômbia, onde criou a cadeia de supermercados Ara.

Hoje os 120 mil colaboradores do Pingo Doce continuam a trabalhar todos os dias para reforçar uma relação de confiança contínua, sendo diariamente a marca preferida de milhares de consumidores.

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