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As novas políticas económicas surgidas após a revolução do 25 de Abril de 1974 ditaram a nacionalização de grande parte da economia nacional, à qual o sector dos petróleos não escapou. Assim, pelo Decreto-Lei n.º 205 – A/75, de 16 de Abril, foram nacionalizadas a SONAP, SACOR, PETROSUL e CIDLA, resultando na criação a 1 de Abril de 1976 da Petrogal – Petróleos de Portugal E.P.

A nova empresa tinha como objectivo o aprovisionamento do país em ramas petrolíferas, bem como a refinação e o abastecimento do mercado nacional em produtos petrolíferos, possuindo uma força laboral de 6193 pessoas. Os primeiros anos da sua existência enquanto empresa não foram fáceis, dado que a economia nacional e internacional passava por um período de grande instabilidade agravada pelos choques petrolíferos de 1973 e 1979, que fizeram disparar os preços do “ouro negro” a níveis nunca vistos – verdadeiros desafios para uma empresa que estava a construir uma refinaria em Sines e uma fábrica de aromáticos em Matosinhos. Ainda assim as suas vendas variaram entre 5,3 milhões de toneladas de produtos petrolíferos em 1976 e mais de 6 milhões em 1981, o que demonstrava o crescimento e imposição da marca no mercado nacional.

A maior liberdade económica dos anos 1980 e a posterior entrada de Portugal na então CEE levou a uma gradual perda de importância do controlo estatal sobre largos sectores da economia.


Em 1992, o Estado lançou o concurso público da 1.ª fase de reprivatização da Petrogal, o qual foi ganho pela Petrocontrol, um consórcio formado por nomes sonantes da vida económica portuguesa como: Manuel Boullosa, Grupo Espírito Santo, Patrick Monteiro de Barros, José de Mello, António Champalimaud, Américo Amorim, José Roquete e Stanley Ho.


As novas metas da empresa passavam agora por um maior investimento na refinação, consolidação da rede de distribuição em Portugal, crescimento em Espanha, reestruturação das operações de distribuição em África assim como o envolvimento activo no projecto das futuras redes de gás natural no nosso país, com a entrada no capital da Transgás. A reestruturação do sector petrolífero e do gás natural lançada pelo governo português em 1999 resultou na fusão da Petrogal S.A., Gás de Portugal e Transgás, tendo assim surgido a Galp Energia. A mudança de paradigma trazida pela transição energética levou a empresa a lançar-se na área das energias renováveis, ao mesmo tempo que permanece presente nos sectores de produção e comercialização de electricidade e gás natural. Na actualidade, sua actividade estende-se a países como a Nigéria, Argélia, Brasil, Angola, Namíbia e Moçambique.