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Companhia Portuguesa de Tabacos

Esta empresa foi a sucessora da Companhia dos Tabacos de Portugal, que deteve em exclusivo o monopólio do fabrico de tabaco entre 1891 e 1926. Ainda antes do eclodir do golpe militar de 28 de Maio de 1926, a questão dos tabacos era discutida de forma acesa no Parlamento, enchendo as parangonas dos principais jornais da época. Porém, com a queda da I Républica o assunto foi relegado para segundo plano aguardando melhores dias.

Em 1927, com a Ditadura Militar já estabilizada, foi alterado o Regime dos Tabacos (através dos decretos n.º 13.587 e 13.591), e lançado novo concurso de concessão das fábricas do Estado, ao qual concorreu a Companhia Portuguesa de Tabacos (CPT) e a Companhia União Fabril (CUF). Após analisadas as propostas, o Estado decidiu em favor da CPT que, daí por diante, passaria a disputar o mercado nacional sob a forte concorrência de A Tabaqueira de Alfredo da Silva, também ela fundada em 1927 após a alteração do Regime dos Tabacos.

Os primeiros anos não são fáceis para a CPT. Logo em 1929 a Queda da Bolsa de Nova Iorque e a consequente crise financeira levou a um aumento generalizado do preço das matérias-primas e dos fretes marítimos, e o mesmo aconteceu com o eclodir da Guerra Civil de Espanha e da II Guerra Mundial. A década de 1950 viria a demonstrar as fragilidades da CPT, e a sua gama de produtos perdeu quota de mercado face à A Tabaqueira, sendo premente uma mudança na sua estrutura que passava não só pelo lançamento de novos produtos como a instalação de uma nova fábrica.


No final desta década os cigarros “CT” eram de longe a sua marca com maior volume de vendas e notoriedade, face a outras marcas CPT como “Provisórios” ou “Sporting”.


Nos anos de 1960, aquando das comemorações henriquinas, foi lançado o tabaco Sagres e, em 1964, a marca Gama (tabaco para cachimbo). No ano seguinte foram inauguradas novas instalações fabris localizadas em Cabo Ruivo, possuindo uma capacidade diária para o fabrico de 700.000.000 cigarros. A 1 de Janeiro de 1966, a empresa passa a denominar-se INTAR – Empresa Industrial de Tabacos.