Desenho com a maior parcimónia os mais diversos símbolos para os dispor da melhor maneira que sei em variadíssimos espaços; além da parcimónia, também utilizo […] a alegria, o jogo […], o improviso e até o imprevisto”, S.R.1986
Em 1995, por ocasião da Icograda, Congresso Internacional das Associações Nacionais de Designer’s, a Fundação Gulbenkian prestou-lhe uma justíssima homenagem, ao acolher e promover uma magnífica exposição antológica. Senhor de um porte silencioso e ironia fina, pouco falava com receio de incomodar os outros. Comedido e cerimonioso não deixava adivinhar quanta sensibilidade lhe ia no olhar. Um dos seus segredos era a manipulação rigorosa e criativa dos diversos tipos de letra, que desenhava com escrúpulo, introduzindo alterações de escala ou pequenas variações no estilo, adequando-o à mensagem. A criativa geometrização das formas e o uso subtil e contido da cor definiam os seus trabalhos.
O “Almanaque”, (1960-61), foi uma das mais importantes revistas da intelectualidade nacional, onde colaboraram autores como Cardoso Pires, Sttau Monteiro, Abelaira, Abel Manta, Alexandre O ‘ Neil, Sena da Silva, José Coutinho e Eduardo Gageiro. Aqui se mostram alguns trabalhos e deles só nos resta sublinhar a elegância, a modernidade e o apurado sentido estético.
Manuel Paula
Almanaque Olegário Fernandes, 2009













